Cultura

RAINHA NJINGA MBANDI HOMENAGEADA POR CORTE REAL

- 18 de dezembro de 2024, publicado porAlbertina Gouveia
RAINHA NJINGA MBANDI HOMENAGEADA POR CORTE REAL

O acto de celebração e homenagem à Rainha Njinga aconteceu no Largo do Kinaxixi, onde foi depositada uma coroa de flores no local onde foi reposta, no passado dia 11 de Novembro, a estátua da Soberana do Ndongo e da Matamba.

O coordenador do serviço administrativo da Corte Real do Reino do Ndongo e Matamba, em Luanda, João Cazola, disse, ao Jornal de Angola, que uma data como esta não pode ser esquecida, por fazer parte da História de Angola.

O legado da Rainha Njinga Mbandi, disse, não deve ser recordado só no mês da sua morte, acrescentando que se deve criar um mecanismo para que no sistema de ensino público se realizem palestras sobre a vida e obra da Soberana do Ndongo e Matamba, para que as gerações vindouras conheçam a verdadeira história dessa heroína, que lutou contra a opressão colonial e pela conquista da liberdade do seu povo.

Para João Cazola, desde que o Largo do Kinaxixi foi reinaugurado, se tornou num lugar histórico da província de Luanda, por estar ali representado o símbolo da resistência contra a ocupação colonial e da História de Angola, em geral, e do Reino do Ndongo e Matamba, em particular.

Na óptica do coordenador Cazola, o Largo do Kinaxixi deveria ter quiosques, onde as pessoas que visitam o local encontrassem escritos sobre a Rainha Njinga Mbandi, principalmente para os turistas que se deslocam ao recinto.

João Cazola, que realçou o esforço do Executivo na recuperação da estátua da Soberana, disse que falta no local uma breve biografia da Rainha, na parte lateral, onde estão imagens de algumas figuras históricas de Angola.

A Corte Real dos Serviços Administrativos do Reino do Ndongo e Matamba, em Luanda, deu a conhecer que está a trabalhar com as administrações municipais e distritais da capital do país para que o legado da Rainha Njinga Mbandi seja promovido e divulgado todos os dias e não apenas no dia 17 de Dezembro.

“Falar da Rainha Njinga Mbandi é falar de uma parte importante da História de Angola, não só do país independente, mas como começou o processo de Libertação Nacional e o desenvolvimento da vasta e rica resistência do povo angolano contra a dominação colonial”, disse.

 Njinga Mbandi, Rainha do Ndongo e da Matamba, morreu a 17 de Dezembro de 1663.

A soberana nasceu em 1582, na região do Ndongo, cujo território abrangia regiões das actuais províncias de Malanje, Cuanza-Norte, Bengo, Luanda e parte dos territórios do Cuanza-Sul, Lunda-Norte, Bié e Uíge.

Njinga Mbandi foi uma importante estrategista militar e política durante a presença portuguesa nas regiões correspondentes à actual Angola.

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