O espectáculo contou, igualmente, com a participação dos músicos Lulas da Paixão, Calabeto e Dom Caetano.
À entrada, os convidados vislumbraram uma decoração típica com as peças samakaka e a bandeira nacional. No corredor da sala de espectáculo, os convivas foram recebidos com uma mesa de cocktail, num gesto de boas-vindas, posteriormente com um almoço de vários pratos tipicamente angolanos.
Para fazer as honras da casa, a Banda Harmonia 7 subiu ao palco para animar o público, composta, maioritariamente, por mais velhas. A banda começou por interpretar “Lolito”, de Lulas da Paixão, e “Kudikila”, de Bangão.
A cantora Margareth do Rosário, que saudou o público de forma calorosa, em particular as mulheres e os casais, interpretou os temas “Amor Sincero”, seguindo de “Ser Mulher”, original de Lourdes Van-Dúnem, em homenagem às mulheres, “Vem pra cá meu bem” e “Me Sobe a Temperatura”.
O músico Calabeto cantou as músicas “Bomba”, “Kamussenga”, “Nzambi” e “Tussonakola Kebi”, enquanto Dom Caetano apresentou os temas “Sou Angolano”, “Tia”, “Adeus à Hora da Largada” e “Karindondo”. O músico Lulas da Paixão centrou-se nos temas “Pepe”, “Nguami Maka” e “Garan”.
No final do concerto, a cantora Margareth do Rosário explicou que, às vezes, a grande preocupação do músico não está centrada só na banda, mas sim no que vão apresentar e no público que vão encontrar.
A autora do sucesso “Manazinha” considerou a sua actuação positiva, tendo revelado que o objectivo foi de proporcionar grandes momentos aos convivas, levando músicas nostálgicas que marcaram a sua carreira.
Quanto ao actual estado da música angolana, em particular no género feminino, a artista disse que actualmente está a precisar de música, reforçando que a fraca produção e patrocínio tem provocado um declínio no ramo.