O incidente ocorreu no dia 1 de Janeiro de 2025, quando o menor, acompanhado pelos pais, deu entrada no banco de urgência da unidade hospitalar quase duas horas antes de ser atendido, contrariando os protocolos de emergência.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde (MINSA), a criança caiu do primeiro andar de uma residência na Centralidade do Kilamba, embora o caso exigisse atendimento imediato devido à sua gravidade, houve atraso na prestação dos cuidados médicos.
Em resposta ao ocorrido, o MINSA ordenou a criação de uma comissão de inquérito para apurar os factos e determinar eventuais responsabilidades. Entre as medidas anunciadas estão a suspensão preventiva da equipa de serviço, a instauração de um processo disciplinar e, caso necessário, a aplicação de responsabilização administrativa.
O Ministério da Saúde reiterou, em comunicado, o compromisso com padrões elevados de humanização no atendimento, recordando a política de tolerância zero decretada em Outubro de 2023 para práticas de desumanização nas unidades de saúde.
"O direito à saúde e ao bem-estar é um princípio constitucional que deve ser garantido a todos os cidadãos", destacou o documento.
O caso reacende o debate sobre a qualidade e a prontidão dos serviços de saúde no país, sublinhando a necessidade de maior vigilância e responsabilidade nas práticas médicas para evitar tragédias semelhantes.